RESENHA # Smash

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Você já parou para imaginar como deve ser difícil montar uma peça de teatro? E se esse espetáculo for um musical da Broadway que conta a história da diva Marilyn Monroe. A série Smash, que tem no NETFLIX, retrata os bastidores do teatro da Broadway e o desejo de vários personagens em conquistar seu espaço nesse mercado tão competitivo. O nome de peso por trás dessa série é Steven Spielberg <3.

A série entra no universo dos bastidores da produção de Bombshell (A devastadora), musical que narra à trajetória da atriz Marilyn Monroe, começando pela escolha do nome, passando pela composição das músicas, a escolha do elenco, a coreografia e por fim os ensaios. O primeiro episódio já começa com a ideia de Julia Houston (interpretada por Debra Messing) e Tom Levitt (Christian Borle). Após a separação dolorosa e sofrida do marido, Eileen Rand (Anjelica Huston), uma das minhas personagens preferidas, aceita a produzir o espetáculo.

SMASH -- Season 1 -- Pictured: (top row) Christian Borle as Tom Levitt, Debra Messing as Julia Houston, Anjelica Huston as Eileen Rand, Jack Davenport as Derek Wills (l-r) Megan Hilty as Ivy Lynn as Marilyn Monroe, Katharine McPhee as Karen Cartwright as Marilyn Monroe -- Photo by: Patrick Randak/NBC

SMASH – Photo by: Patrick Randak/NBC

E começa o desafio em encontrar quem será a Marilyn Monroe ideal para o papel. As duas atrizes que disputam são Ivy Lynn (Megan Hilty), que desde pequena vive nesse mundo do teatro, pois sua mãe é uma famosa atriz, e Karen Cartwright (Katharine McPhee), que é iniciante no mundo da Broadway. Outro personagem fantástico na série é Derek Wills (Jack Davenport), que é o diretor e coreografo do musical. O principal defeito do personagem é utilizar do seu poder na peça para conseguir o que quer com as mulheres.

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Um dos pontos positivos da série é que não apresenta um vilão ao certo. Todos os personagens têm razões para as suas fraquezas e atitudes. Talvez, seja isso o que torne todos tão envolventes e que os aproxime do público. As músicas são um atrativo a parte. Tenho certeza que ao terminar de assistir a série, você vai baixar todo o set list.

FOR EDITORIAL USE ONLY. ADDITIONAL CLEARANCE REQUIRED FOR COMMERCIAL OR PROMOTIONAL USE. CONTACT YOUR LOCAL OFFICE FOR ASSISTANCE. ANY COMMERCIAL OR PROMOTIONAL USE OF NBCUNIVERSAL CONTENT REQUIRES NBCUNIVERSAL'S PRIOR WRITTEN CONSENT. SMASH -- "The Fallout" Episode 202 -- Pictured: (l-r) Anjelica Huston as Eileen Rand, Jack Davenport as Derek Wills -- (Photo by: Will Hart/NBC) Subject: Smash On 2013-02-06, at 8:29 PM, Yeo, Debra wrote: Anjelica Huston as producer Eileen Rand with Jack Davenport as director Derek Wills in a scene from the Feb. 5 episode of Smash. WILL HART/NBC  Smash.jpg

(Photo by: Will Hart/NBC)
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Entre tantos atrativos, o único ponto negativo é que a série só tem duas temporadas. Apesar de ter terminado deixando muitas deixas para continuar, a falta de audiência fez com que encerrasse. Uma pena! Então, se está procurando uma série para assistir e ama musicais, tenho certeza que você vai amar Smash.

Once upon a time

Once upon a time (Era uma vez) uma série inspirada nos clássicos de conto de fadas (Branca de Neve e os sete anões, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, A Bela e a fera, João e Maria, Pinóquio, entre outras), que mistura magia com realidade. Estranho? Eu assumo, que achei. Principalmente, porque sou apaixonada pelos clássicos da Disney desde pequena. Fiquei já imaginando que seria mais uma dessas produções para estragar as belíssimas histórias. Estava enganada!

A história envolve Emma (Jennifer Morrison) e o filho Henry (Jared Gilmore), que ela colocou para adoção há dez anos, em uma cidade chamada Storybrooke. Na verdade, essa cidade é um mundo paralelo, no qual os personagens dos contos de fadas não lembram a verdadeira identidade. Eles estão aprisionados na cidade sob o comando da prefeita Regina, que na verdade é a bruxa da Branca de Neve. A única pessoa capaz de destruir a maldição dos personagens é Emma .

Parece tudo muito louco, mas você começa a entender a história assistindo cada episódio. Once upon a time ganhou meu coração e o favoritismo com as histórias bem construídas. Os contos de fadas foram adaptados, mas não perderam sua essência e ganharam mais magia. Não posso deixar de falar, as lições de importância da família, da verdade, do companheirismo, de acreditar nos sonhos e que o amor é a magia mais poderosa do mundo sempre bem colocadas nos episódios. Só os efeitos especias deixam a desejar. 

Infelizmente, a série só volta em setembro ou outubro. Quero muito assistir a continuação.

Cantinho da Leitura

Não estou em clima de livros românticos. Seguindo meu projeto QUEIMA quilos TOTAL, comecei a ler “Tamanho 42 não é gorda” da Meg Cabot. Afinal, não existe personagem melhor que Heather Wells. Divertida, inteligente, espirituosa e entra em confusão como ninguém.  

Esse livro faz parte de uma série muito engraçada formada por quatro livros: “Tamanho 42 não é gorda”, “Tamanho 44 não é gorda” e “Tamanho não importa”. O último  “Size 12 and Ready to Rock” vai ser lançado em julho deste ano.  Então, se preparem para ficar ansiosos para a continuação. Todos os livros são da editora Galera Record.

Os livros já mudaram as capas. O “Tamanho 42 não é gorda” (foto) é o da primeira edição. Acho que a primeira vez que eu li, tinha 17 anos. Faz tempo! As novas capas ficaram mais atraentes e bem no estilo da história. Em menos de duas semanas, eu li todos os livros. Muito bom! Obrigada Tali e Luana  pelo aluguel dos livros!

Mas, quem é Heather Wells? Ela é uma ex cantora pop que chegou ao fundo do poço na carreira musical. Nenhuma gravadora se interessava pelas músicas dela, encontrou o namorado Jordan com outra, o pai está na cadeia e a mãe foge com todo o seu dinheiro para Buenos Aires com o empresário. O irmão de Jordan, Cooper, oferece para ela morar no apartamento com ele e cuidar da contabilidade dele. Mudando completamente de vida e com uns quilinhos a mais, ela arruma um emprego de inspetora na Universidade de Nova York. Até que vários acontecimentos estranhos acontecem no local de trabalho.

Gostou? Boa leitura!!!

Mais que uma simples cozinha, há alma em “Soul Kitchen”


Quando situações caricatas e cômicas andam juntas no mesmo filme, pode-se até desconfiar da qualidade cinematográfica. Mas, o longa-metragem “Soul Kitchen”, último filme do diretor Fatih Akin, provou que essa fórmula pode funcionar e trazer para o público uma deliciosa mistura de comédia com drama, que consegue envolver as pessoas (nem que seja de raiva do personagem principal).

Com uma história superficial, “Soul Kitchen” torna-se um contraditório de opiniões, mas que tenta diferenciar-se das outras comédias trazendo críticas às atitudes da pós-modernidade. O filme mostra a luta para que o personagem principal, Zinos, interpretado por Adam Bousdoukos, continue com o restaurante em meio às várias adversidades que o rodeiam. Entre os obstáculos estão à distância entre ele e a namorada, depois que ela vai morar em Xangai, as dificuldades financeiras e os conflitos com o irmão presidiário.

Por a maioria das cenas se passarem no restaurante, o mesmo transformou-se em um personagem importante para a história. O diretor Akin utiliza esse local como uma forma de explorar uma problemática da especulação imobiliária, que estava acontecendo não só em Hamburgo, mas no mundo todo. O longa-metragem retrata, justamente, essa busca dos empresários por áreas para construir empreendimentos, sem se preocupar com a música e a alma, o “soul” do lugar. Isso também acontece nos filmes “Os Boêmios”, do diretor Chris Columbus e “Um faz de conta que acontece”, de Adam Shankman.

Além dessa problemática, o filme mostra o preconceito que os alemães têm contra os imigrantes, duvidando da capacidade da pessoa. Quando Zinos reformula o cardápio do restaurante para atrair novos frequentados, os clientes antigos deixam de ir ao local. Porém, a aceitação dessa modernização veio dos jovens. Akin quis retratar essa negação do recente e do tradicional da sociedade alemã.

Essas temáticas, como situações de preconceito e encontros raciais, são encontradas nos filmes dirigidos por Akin. Em suas obras, ele busca na linguagem uma forma de provocar o público. No caso, quem assiste “Soul Kitchen” sente raiva de Thomas (Wotan Wilke Möhring), amigo de colégio de Zinos, que tenta tirar a qualquer custo o restaurante do colega.

Mesmo sendo uma comédia, como a maioria dos filmes, não poderia faltar um final feliz. Com muitas reviravoltas, Akin trouxe um desfecho positivo para “Soul Kitchen”. Apesar de Zinos ser um protagonista diferente dos padrões, por faltar-lhe beleza, as situações engraçadas que o rodeiam, como o próprio problema de coluna, fazem com que o personagem conquiste um carinho especial do público.

Mas, cuidado. Se pensa em assistir esse filme com pressa, fique calmo. Precisa prestar atenção nos detalhes e dar meia dúzia de credibilidade para perceber o quão divertido, inteligente e apaixonante é “Soul Kitchen”.