O primeiro mês a gente nunca esquece

Como já esperava, esse primeiro mês é o período que tudo acontece. Fase de adaptação com a nova casa, comida, escola, amigos, você começa a se conhecer melhor, se perde nas ruas e etc etc. Passar seis meses longe de casa, deixando de lado o conforto e a vida boa, não é fácil. Mas, ter um foco/objetivo é o segredo para aguentar tantas coisas aqui. E é esse danado do foco, que me faz suportar todos os dias as loucuras do povo, a saudade da família e a fome.

Quem acompanha meu facebook viu muitas mensagens tristes, desesperadas, nos meus piores momentos aqui. A primeira semana em Vancouver não foi fácil para mim. E hoje, eu sei que não fui a única e não serei a última a sofrer com esse problema. Nesse momento, quando você não conhece ninguém, ser “CARA DE PAU” é TUDO. Até falar do Flamengo, eu conversei com os meninos riquinhos da Arabia Saudita. (Como se eu entendesse alguma coisa de futebol, né).

O desespero da primeira semana por não encontrar brasileiro ficou nítido nos meus comentários. Muitas pessoas não entendiam. Aqui, vejo que as pessoas andam em grupos dos países. Me sentia só, mas tudo mudou. Na segunda semana, descobri que estudavam cinco brasileiros na minha escola. E esses cinco, só gostavam de conversar em inglês. ÓTIMO. Apesar disso, preferi andar com pessoas de outros países para não ter aquele risco de falar português.

As coisas começaram a andar quando fui para Okanagan (#4), também conhecido como Vale Okanagan. O lugar tem vários pontos turísticos espetaculares e é conhecido pelos seus vinhos. E que vinhos. A viagem durou três dias e foi uma oportunidade para fazer novas amizades. Lá, conheci a Flávia, uma brasileira que mora em São Paulo, dois alemães, um japonês, coreana, mexicana (…). Nós ficamos hospedados  no Summerland Waterfront Resort. O hotel é maravilhoso e tem um restaurante, onde você pode tomar vinho por apenas 10 dólares. Como não curto vinho, só jantei e fiquei na água.

Depois de Okanagan, as portas se abriram e fiz novos amigos. Nada melhor que um dia após o outro. E as viagens continuaram. Outro local, que eu indico conhecerem é Victoria (#3).  Jardins fantásticos, lugares bonitos para tirar foto e uma noite bem agitada.  Para chegar em Victoria fomos naqueles barcos grandes que tem espaço para carros e ônibus. Não vou mentir que me senti no Titanic.  Sem o meu Jack (Fellipe Gustavo). kkkkkkkkkk

Quando chegando em Victoria fomos conhecer o The Butchart Gardens. Perfeito! O local foi criado em 1904 por Jennie Butchart. Existem vários jardins: Japanese, Italian, Rose (meu preferido!), entre outros. Eu não sei exato quanto é a entrada, pois estava incluso no meu pacote, mas fica em torno de 45 dólares.  Os passeios para Victoria para passar um dia por agência custa cerca de 100 dólares em alta temporada. 

Ao fazer esse post não poderia deixar de comentar os meus lugares preferidos em Vancouver. Ambos estão localizados em Norte Vancouver. O primeiro deles é  o Capilano Suspension Bridge (#5) e o segundo Grouse Moutain (#6).  Capilano o preço é 25 dólares e  Grouse Mountain apenas paguei 10 dólares. Dois lugares diferentes que têm vistas incríveis.  Fiquei mais louca em Grouse Mountain, porque foi um sacrificio para subir a montanha. Senti que estava pagando todos os meus pecados. Mas, quando cheguei lá em cima vi neve, ursos…ou seja, duas coisas que gostaria muito de ver. SURTEI! Dei um grito quando vi o urso. #matuta.com Olha que gostosura, gente.

Para terminar esse post imenso, não posso deixar de falar a melhor balada do mês, Boat Cruise (#2). Amigos, bebida, vistas maravilhosas e música boa. Dancei demais. Comemorei o fim das aulas com os meus amigos, dançamos, rimos. Foi uma noite muito feliz aqui. 

Vamos torcer que esse mês de agosto seja tão divertido quanto Julho. 

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